18 de setembro de 2009
Paulo Francis faz falta…
Marcelo Rezende
Eu confesso. Sou fã do Paulo Francis. Eu ainda era um moleque que não entendia muito bem como o mundo funcionava, mas quando ele aparecia na TV eu parava tudo que estava fazendo pra ver aquela figura com jeito peculiar de apresentar seus comentários. A voz arrastada e gravÃssima, quase um bêbado de fim de noite. Aquilo fazia minha cabeça. Pra um moleque curioso aquilo era o grande momento da televisão brasileira. Francis foi genial. Tinha textos ácidos. Ousou no Pasquim e escreveu “Um homem chamado porcaria” uma singela homenagem a nada mais nada menos que Roberto Marinho. Francis foi da esquerda, foi elitista e acabou seus dias em Nova Iorque (lugar que ele amava) trabalhando pra Rede Globo do “homem chamado porcaria”.
Comentando uma prisão ocorrida no regime militar Francis atestava a pouca inteligência do militar que o interrogava. Questionado quanto a assinaturas em uma “monção” ele negava ininterruptamente. Até que já sem paciência com o interrogatório interminável, fechou com maestria a parola:
“Meu senhor. Não assinei nenhuma monção. Monção é um fenômeno pluviométrico. Eu assinei uma moção!”
Esse era o Paulo Francis. De alguma forma me influenciou a gostar tanto de jornalismo. Fica aqui a homenagem ao homem que muitos odiaram, alguns amaram, mas que com certeza era um grande diferencial no jornalismo brasileiro.
criado por marcblues72
11:44 — Arquivado em: 

Comentário por Nando Mendes — 18 de setembro de 2009 @ 11:55
Quando eu era um girininho eu imitava o paaaaauuulo francis… hehehe… muito massa.. deu curiosidade pra saber que ele realmente era agora, pq eu só imitava!!!
ehhehe