16 de janeiro de 2007
Só acontece em Campo Grande mesmo!
Na última sexta-feira, dia 12, um boi com cerca de 17 arrobas de peso (aproximadamente 255 Kg), simplesmente fugiu do frigorífico onde seria abatido, andou por 4 Km e invadiu o Aeroporto Internacional de Campo Grande!
O bicho, que quebrou uma das portas do saguão do Aeroporto, ficou ferido e saiu alucinado atacando um adulto e uma criança que encontrou pela sua frente. A ira bovina só foi contida quando um tenente da PM, vendo o risco que causava as pessoas e ao patrimônio, desferiu-lhe 3 tiros matando o fujão.
Quem precisa de vaca louca quando se tem um boi doidão!
Coitado… Nem adiantou fugir do abate… encontrou sua sina de qualquer forma.
Vai ver ele queria apenas pegar um avião e fugir pra Índia. Lá quem sabe, teria um tratamento mais ilustre, porém se o boizinho compreendesse como andam as coisas aqui no mundo "sapiens", chegaria a conclusão que pegar um avião hoje em dia é quase um martírio, talvez bem maior que aquele que passaria no frigorífico.
Moral da história:
Em terra de caos aéreo, boi não anda de avião!
marcblues
3 de janeiro de 2007
Estou sem escrever há muito tempo. Para tal feito me falta vontade. Lembrei de um sem número de coisas que faço sem vontade: acordar, sair, voltar, dormir e assim por diante. Portanto a falta de vontade não poderia ser limitadora exclusiva do ato de escrever. Me falta, também, competência. Mas são inúmeras as coisas que faço com repleta e absoluta certeza da minha incompetência.
Sou obrigado, ou mesmo me obrigo a fazer coisas as quais minha inaptidão só é superada pelo meu desconhecimento de quaisquer questões ligadas à empreitada a ser executada. Minhas obras pecam não apenas pela completa inconsciência de como efetivá-las de maneira correta mas somada a ela a inaptidão motora e intelectual de leva-las a cabo.
Em claros termos: a incompetência e a ausência de vontade não são suficientes para impedir-me de escrever.
Se assim é a realidade, por que eu não escrevo a tanto tempo? Haveria minha paixão pela indolência e pelo ócio atingido níveis aterradores? Se assim o fosse já haveria abandonado meus cuidados de higiene pessoal, desistido de me alimentar e, finalmente, aberto mão do despertar entregando-me a sonhos eternos. Para tristeza de muitos que comigo convivem e, sobre vários aspectos, para minha própria melancolia, nada disso aconteceu. Estou acordado, comi a pouco e, antes disso, tomei banho. Estou Normal.
Viver sem produzir é triste. Impedir que o que se é liberte-se do invólucro de matéria e tome forma física fora do ser é doloroso. A constipação artística debilita.
Encontro-me eu, então, na busca do que me falta, na procura do que perdi, investigando o escuro atrás de algo que nunca esteve, nem nunca estará lá.
Putterman