30 de dezembro de 2006
Mais um ano que se vai fechando com chave de ouro!!!
Execução do Saddam com direito a fotinho post-mortem tirada de celular! Tecnologia em favor da curiosidade mórbida. Aqui no Brasil tem chuva que castiga pessoas em Minas, São Paulo, Rio… Alías no Rio de Janeiro, Rio 4000 graus, dentro de ônibus incendiado por marginais. Ê final de ano bom!
O ano de 2006 teve de tudo, do PCC ao fracasso da Copa, de acidente áereo sem culpados até a crise nos aeroportos.
Na política, uma festa!!!! Quem roubou se safou, quem não viu nada se reelegeu e quem dançou disse que foi injustiça!
Isso tudo é o mínimo que me vem à cabeça num ano tão cheio de atrocidades, intolerância e desrespeito.
Não serei piegas…
Que 2007 seja uma ano com mais PAZ, TOLERÂNCIA, RESPEITO.
marcblues
29 de dezembro de 2006
Deus, tal como a mim se apresentou, é uma criatura enorme e de proporções equilibradas, ainda que na forma soe rudimentar.
Tem uma enorme cara quadrada, vermelha e árida, corroída por sulcos profundos; cabelos curtos e tostados e uns olhos ébanos, de um olhar seguro e mordaz, tão afiados quanto um bisturi.
Usa uma indumentária de couro ou algo semelhante, corroída nas extremidades e vincada de carvão e limo. Seu corpo ampara-se num cajado carcomido pelas incansáveis intempéries da eternidade e Sua voz, nas raras vezes em que a "prolifera", reverbera-se imponente em grossos graves, ainda que em calma. Um laivo de refinada ironia e desprezo é facilmente perceptível nos Seus lábios rombudos. Suas mãos, sem unhas, são ressecadas, revestidas por uma casca selvagem, como a que as árvores usam nos grotões mais secos e desamparados para se protegerem das calamidades.
Resumindo, Deus é um ser sorumbático, visivelmente exausto, rodeado de uma agonia aterradora…
Um imenso bugre. Semelhante a um totem.
Sordicídius
21 de dezembro de 2006
Não é nenhuma novidade que o mundo tá virado de cabeça pra baixo. Crimes hediondos em toda parte, intolerância, catástrofes naturais e pra ajudar aqui no Brasil a cena política também é de hecatombe!
Esse aumento abusivo de salário que os deputados federais pleiteiam é um exemplo vivo de uma doença cultural brasileira, o patrimonialismo, ou corporativismo, como queira.
É a categoria que deveria trabalhar para o bem da sociedade, ralando arduamente para seu bem comum. Dane-se a sociedade!
Maravilha!!!
Isso é democracia???
Aldo Rebelo me faz rir, o homem que sempre fora comunista, em entrevista disse jogar o impasse "nas mãos de Deus"mas, peraí… Comunista que acredita em Deus???
Tô falando, o mundo tá virado, até o Presidente da República, ex-sindicalista ferrenho, não se diz mais da esquerda e não me estranha se amanhã ele se filiar ao PFL…
É vivemos um tempo de transformações. Eu mesmo me transformei da noite pro dia de eleitor esperançoso em otário.
Feliz Natal pra todos! 
marcblues
13 de dezembro de 2006
Augusto Pinochet foi tarde! Se o inferno existe, ele deve estar radiante ao lado de vários outros coleguinhas de profissão. Alfredo Stroessner, Castelo Branco, Costa e Silva e Médici.
Satan que se cuide! Um golpe militar pode acontecer nas profundezas e o chifrudo rubro pode acabar como simples contínuo de repartição.
Dizem as más línguas que até Lampião pediu revisão de pena e pleiteia vaga no paraíso, visto que o bicho vai pegar e a velha ditadura latino-americana prevalece no além. Outros que estão na mesma situação do cangaceiro são, o bandido da luz vermelha e um alemão afetado que queria dominar o mundo. É muita estrela pra pouca constelação, disse o bigodinho.
Falando em paraíso, Che e Alende não estão nem aí pra paçoca e garantem que não moverão um dedo nessa zorra toda, afinal lá em cima todo mundo é igual, vive bem e Deus é socialista.
marcblues

A necessidade de "também" ser fera é manifestação constante na espécie humana. Isso me induz a supor que seus instintos carniceiros estão sempre disponiveis, esperando qualquer autorização para manifestarem-se, independente de qual seja a mostruosidade a ser cometida, ou qual seja o motivo que a leve a se constituir como tal. Leva-me a supor, também, que o que fazem, com base nas legislações que os policiam (não sei se requer acentuação), ou amparam, não é senão conter a sanha genocida que os impele à violência sem restrições. Aliás isso é Platão. Não descobri qualquer América com esta afirmação.
Digo isto para fazer um alerta. De paz! Digo isto para tentar conter a vontade manifesta na essência de cada um de matar seus vizinhos, seus parentes, seus patrões. Pra não dizer seus filhos num impeto de indignação despropositada. Digo isto, porque, à partir do que mencionei no parágrafo anterior, quero crer que seus impulsos também necessitam de alimento para criarem força. Ou seja, se você, ao invés de alimentar seus desejos ocultos procurar dilui-los, isso fará com que os mesmos percam vivacidade e feneçam por falência multipla dos argumentos. Não quer dizer porém que deva ignorá-los. Reconhecê-los, aliás, é o primeiro passo para combatê-los, caso contrário serão eles que formularão idéias no seus cérebros deficientes e não seus cérebros que formularão idéias contra eles. Ou seja, permanecerão tecendo suas tenebrices como criaturas invisíveis. Reconheçam, pois, que vocês são criaturas hediondas. Os que quiserem continuar negando o podem fazer, desde que arquem com as respectivas consequências. O fato é que parto do pressuposto de que são antes de animais, bichos. O bicho é aquela criatura canhestra que chora, tortura, sente saudades, ri, espanca, vela, festeja. Da qual sentem extrema repugnância, mas se se aproximam mais, também sentem pena. Alguns macacos manifestam comportamento semelhante, mas é no homem - seu afilhado - que essa condição se estabelece com liberdade para expandir sua voracidade, sua criatividade. E também sua perplexidade diante de si…
Voltando ao eixo, digo tudo isto para afirmar que qualquer humano está "disponível" para se tornar uma criatura abominável para a sociedade (que também é abominável), caso resolva dar a si mesmo o direito de libertar seus desejos mais reprimidos. E que consiste no não reconhecimento dessa deformação estarem condenados a materializar os atos mais imundos. Caso não sejam suspeitos de si mesmo, nas inúmeras oportunidades que têm para manifestar suas "outras faces". Digo isso, sobretudo por piedade, ou antes, uma medida de precaução para evitar que o inferno se infeste de criminosos ordinários, que se proliferam aos milhões a todo momento na face da terra. Estou cansado de criar departamentos. Necessito de assassinos melhor elaborados. Não na capacidade quantitativa de produzir atrocidades, mas na qualitativa. Quero fazer do inferno um ambiente de discussões evoluidas a respeito da desgraça. Portanto sigam meus sagazes conselhos.
Mephisto Fáustico
10 de dezembro de 2006
As pessoas sofrem. Sofrem com quanto fôlego podem. Muitas gostam de sofrer. Outras sofrem sem gostar, mas sentem o prazer da dor, na ânsia de serem reconhecidas por alguma entidade abstrata que as resgatará das sombras.
Converso com as pessoas e percebo a satisfação que algumas têm de relatar suas agruras. Na certeza de que o que passam, por si só será capaz de reverter o quadro de dissolução em que se encontram. E isso promove um processo de adiamento perene, que as condena a morrer na véspera. Antes do futuro.
Dizem que o que aqui se faz aqui se paga. Uma esperança complementa um mal e leva os humanos a se julgarem indignos de qualquer graça, cada vez que se afundam em mais misérias do que a em que já se encontravam mergulhados. E o problema é esse. A gente só paga. Ninguém nos paga nada. Nosso haver é protelado por alguma instância superior demais pra nos permitir apelação. Uma instância tão superior, que tributa com todo rigor nossos erros e ainda reserva a quimera dos nossos créditos para quando estivermos sepultados. Santa benevolência.
Observem como as pessoas se comportam. O amor. As pessoas emprestaram ao amor um grau tão superior de delícias, que a ele se submetem sob qualquer circunstância. Quem ama, se pudesse optar, preferiria uma vida de desgraças ao lado da criatura amada do que uma vida feliz ao lado de quem quer que fosse. Considerando, é claro, a possibilidade de se haver uma conjugação de fatores que possibilitasse ao conjunto da vida uma quantidade satisfatória de alegrias capazes de o transcender a um estado de felicidade constante, enfim.
O contrasenso dessa escolha "infeliz" é de um absurdo tão absoluto que só pode ser defendido por argumentos que escapam à justificação racional. É o amor. Para o amor até a infelicidade é feliz. Independente de o nosso conceito de amor não ter condições de definir e de discernir onde termina a dor e começa o prazer. Um depende do outro. Um numa ponta prova a existência do outro na outra e assim se convive. Um amor com voz de sereia, que depois de embriagar sua vítima a esgana com unhas de navalha. Uma felicidade cega, que depois de imaginada se sobrepõe à realidade emprestando à vida uma condição alheia ao estado de desencontro em que ele comumente se encontra. Daí esse estado de guerra.
Mephisto Fáustico
1 de dezembro de 2006

Era uma noite fria e muito solitária como quase todas as noites da minha vida. Sem nada melhor para fazer, após um litro de conhaque, resolvi sair a caça. O ambiente escolhido foi um salão de bailes da cidade. Droga eu odeio baile!
Ok, fazer o quê… era tudo que minha grana poderia proporcionar. Péssima idéia. Casais bailavam e suavam as bicas rodopiando pelo salão, garotas abaixo dos 30 anos nem pensar. Com o mísero vintém que me restava, optei por me embriagar mais.
Já passavam das duas da matina quando ela apareceu, pouco mais de um metro e sessenta, uns 49 quilos, aquela "jovem" senhora chegou puxando papo…
Uma hora e vários drinques depois, estava eu em sua casa. Aquela senhora que o álcool transformara em princesa me queria, e eu, sem mais nada melhor para fazer, fui fundo nessa emoção.
Manhã seguinte
Abro os olhos e sinto uma dor de cabeça infernal. Não reconheço o local onde estou, juro que nunca mais vou beber! Dou uma geral e vejo um pôster do Amado Batista na parede, meu Deus onde é que eu fui me enfiar? Ao meu lado roncando a pleno pulmões, tal qual uma Kombi desgovernada, vejo uma senhora seminua. Maldição! Ela me disse que tinha 51.
Nelson Zéfiro