Que Nada!!!

Um Blog sem noção para pessoas de fino trato!

21 de novembro de 2006

Minha estréia no Que Nada!!!

Ando meio sem vontade de ler, escrever e afins. Por isso minha estréia aqui no blog é o reaproveitamento de uma resenha de um livro que eu não li.

 

O último livro que eu não Li em 2006

 

Desisti de tentar ler e entender o livro “Cultura Pós-Moderna: Introdução às teorias do comtenporâneo” de Steven Connor na página 19.
Até alí o autor tentava mostrar como a produção artística pós-moderna é legitimada pelo diálogo que mantém com seus críticos na academia.
Connor é sarcástico e irônico, mas afunda suas qualidades dissertativas em frases de mais de quatro linhas nas quais perde-se intenção de sentido. Esta característica, aliás, parece ser regra nos clubinhos acadêmicos. Regra que objetiva manter gente “burra” (gente como eu) longe do acrópole do conhecimento.
É curioso que exista um processo de intrincados passos para se entender a arte pós-moderna. Passos tão intrincados quanto os necessários para se entender os textos academicos modernos. A arte pós-moderna é a representação da ruptura. Ruptura com a técnica, eventualmente com a história e quase sempre com o sentido. Se os artistas abandonaram tantas coisas, por que é necessário se estudar tanto para entender sua arte?
É obvio (até pra gente como eu) que ao aceitar-se tudo, absolutamente tudo, como representação artística de qualidade, a arte deixa de ser vista como tal. Se um penico em um estande do MASP é arte (e arte de qualidade) então toda a vida é arte. Se tudo é arte, logo, a arte não é nada em sí. O que não pode ser definido não É (pelo menos para gente burra como eu).
Olhando o índice supus que Connor continua seu livro apontando nos diferentes segmentos artísticos a influência do pós-modernismo e seu acordo para que a academia o considere valoroso.
O capítulo sete “Pós-modernismo e cultura popular – Rock – Estilo e Moda” chamou minha atenção, então, resolvi dar uma chance a ele. Para Connor o Rock não é pós-moderno, apenas uma reembalagen de conceitos estéticos clássicos. Concordo com Connor. O rock é arte e faz sentido, ou seja, não é pós-moderno.
E o estilo e a moda são apenas mau gosto.
Acredito que o livro termine apontado horizontes para o pós-modernismo e possibilidades de desatrelá-lo da visão acadêmica. Visão esta que, segundo o autor, incorre de falha ética, pois representa um acordo em que artistas e acadêmicos agregam valor uns aos outros e manteem-se longe de gente burra como eu.

Relendo esta resenha percebo que, curiosamente, ela foi muito pós-modernista.

 

Putterman

criado por marcblues72    16:20 — Arquivado em: Sem categoria

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