20 de novembro de 2006
Um Boneco RidÃculo
Existe um boneco, que não chega a ser dos mais estúpidos, que escreve para uma revista de projeção na imprensa tupiniquim. O triste é que esse boneco se presta, mesmo não sendo tão estúpido, ao pobre papel de ser porta-voz do retrocesso. Mais triste é que o coitado não imagina ser tal porta-voz. Ele se julga um defensor do progresso. Acha que seus textos, que nem são tão estúpidos, têm a capacidade de representar a vanguarda do pensamento contemporâneo. Aliás, seus textos são até engraçados.
O referido boneco tem nome. Chama-se Diogo Mainardi. Escreve semanalmente para a igualmente retrógrada revista Veja. Retrógrada, muito embora não seja uma revista estúpida. Aliás é até esperta. Talvez tão esperta quanto se imagina, embora isso ainda não se tenha comprovado.
O fato é que esse boneco ridículo, que tem uma incomoda vozinha de Barbie, programado por um sistema atrasado, se ocupa em compor os mais canhestros textos, tudo em nome do discurso colonial, que preza por manter nosso país atrasado, ainda mais miserável do que é. Um dia disseram para esse boneco, que ele era o novo Paulo Francis. Como ele não sabia ser ele mesmo, gostou da idéia e desde então se esforça por igualar-se àquele, que não era um boneco, tampouco estúpido, e nesse intento se consome, mesmo que para tanto não seja capaz, já que não consegue passar de um medíocre Arnaldo Jabor, o que deve ser muito deprimente.
Mas como disse, ele às vezes é até engraçado, embora seja perigoso, já que o pensamento colonialista impregnado, ou antes, gravado à fogo na mentalidade nacional, têm defensores arraigados, que não querem de jeito nenhum abrir mão dos privilégios que sempre gozaram, às custas do sangue, do suor e das lágrimas da massa trôpega de miseráveis que, desde o descobrimento, os sustenta.
Espera-se que esse boneco ridículo figure posteriormente na nossa história como em reles representante do retrossesso. Já que é somente isso que ele representa: o discurso assassino dos colonizadores, que depois se converteu no discurso assassino dos senhores de engenho, que depois se converteu no discurso assassino dos ruralistas, que se organizaram em assossiações que pregavam e cometiam os mais hediondos crimes, que hoje são as ditas classes produtoras.
Depois dizem que os pobres fazem discurso segregacionista.
Quando desligarem o boneco Mainardi, que nem é tão estúpido assim, aparecerão centenas de outros. Até por que esses bonecos o nosso país produz aos milhares. E produz também milhares de palhaços imbecis, que lêem e acreditam em Mainardis.
Vahia Monteiro
criado por marcblues72
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